Foi por causa de uma casa que comprei durante o período de seca que criei este blog. Um corretor comprou a residência, esperou passar o período de chuvas, fez uma maquiagem nela e eu caí na dele. Era a minha primeira compra. Sempre morei em apartamentos e não chamei ninguém para avaliar a casa comigo. Resultado, fiz besteira. Tive tanto trabalho, tanto trabalho, que entrei em "modo construção".
Quando chegaram as chuva é que percebi o tamanho do problema. A residência estava condenada. Entrava muita água quando a chuva era forte e a única solução era refazer o telhado. O melhor orçamento que eu consegui era 1/3 do que eu havia pagado. Como seria muito caro. Então esperei o próximo período de secas, reformei e vendi. Sorte que houve uma valorização durante o tempo em que fiquei com ela. Mesmo com a reforma ganhei algum dinheiro.
Um dos piores problemas que você pode ter com uma casa é infiltração. E dependendo do grau, a água escorre pela parede o pinga pelo teto. Acaba com a sua pintura de forma generalizada. Em outros casos, quando a impermeabilização é mal feita, a parede funciona como uma esponja e vai sugando o líquido que fica armazenado na terra.
Por causa disso, vejo que o melhor momento para comprar uma casa é do meio para o final do período das chuva intensas. Ninguém vai gastar dinheiro reformando algo para refazer o trabalho nas semanas seguintes. A deterioração causada pela água é bastante notável. Uma mancha de uma só chuva pode levar semanas para sair, se sair. E depois de um ou dois meses de muita água caindo, não há como esconder os sinais de infiltração sem nova pintura.
domingo, 5 de janeiro de 2014
terça-feira, 26 de novembro de 2013
O que é melhor, telhados embutidos ou tradicionais com beirais?
Quando pensamos em construir, ao contratar um aquiteto para planejar a casa, uma das primeiras perguntas que ele fará é: você quer uma casa "moderna", com telhados embutidos ou uma casa "tradicional", que possua as telhas expostas e beirais?
Por um lado, a decisão é uma questão de gosto. Eu, particularmente, prefiro o modelo tradicional e planejei minha casa assim, mas existem fatores mais objetivos.
O telhado exposto normalmente usa telhas coloniais ou algum modelo mais caro. Elas são pesadas e exigem madeiramento mais resistente. A cobertura também abrange a casa inteira e, quase sempre, de forma contínua. Quanto mais longa a estrutura, mais forte deverá ser a madeira ou o metal. Os custos sobem.
O telhado moderno e interno fica mais em conta. Como a telha vai ficar escondida, você pode usar aquelas feitas de fibrocimento. São mais leves, mais baratas e mais fáceis de instalar. A estrutura de apoio será mais leve e área de cobertura também será menor. Não existirão os beirais nem aquele angulação toda. Quanto maior o ângulo, maior a área e maior o gasto. Por outro lado, as paredes deverão subir um pouco mais, mas essas são os itens mais baratos da obra.
Existem ainda outras perspectivas a serem consideradas, que é a proteção da casa em relação aos elementos da natureza, o custo de manutenção futuros e o risco envolvido. Quando fazemos uma casa, queremos evitar riscos e trabalho. Nosso sonho é nunca mais precisar mexer em nada.
As casas com telhados embutidos ficam mais expostas ao sol e à chuva. Isso quer dizer que você terá que repintar sua fachada muito mais vezes do que se você tivesse uma com beirais impedindo que a chuva escorra pelas paredes, mas não é só isso. As calhas internas precisam ser muito bem feitas e planejadas. Se forem mal dimensionadas ou entupirem, numa chuva forte, vai entrar água pela parede, que são absurdamente permeáveis. Nessas estruturas, o topo da parede sempre fica exposto e esse topo precisa ser impermeabilizado, se não, entra água por ali e com o tempo, estraga a pintura dos dois ladosda construção.
Outro problema são as janelas abertas e o calor. As telhas de fibrocimento esquentam muito e quando mais sol bater na alvenaria, mais quente será o ambiente. Suas janelas também ficam bem expostas à chuvas com ou sem ventos. Então, se alguém esquecer as janelas abertas, existe grande chance de entrar água.
O modelo tradicional é justamente o oposto. Protege mais a casa, tanto da chuva, quanto do sol e as telhas esquentam menos, o problema dele é que se for mal feito e a estrutura invergar, você terá que refazer tudo, porque se inclinação estiver errada e chover com vento, vai entrar água na sua casa. Você também precisa se certificar de que as telhas estão bem presas. Alguns temporáis conseguem arrancá-las.
Na hora de decidir você ainda percisa considerar o local onde mora. No sul pode ser interessante ter uma casa mais quente. Se chove muito, ou se existem épocas com muitos temporais fortes, pode ser mais interessante uma proteção maior. Se o ano é quase todo de seca e chove pouco nas outras épocas, a preocupação com a água diminui.
Por um lado, a decisão é uma questão de gosto. Eu, particularmente, prefiro o modelo tradicional e planejei minha casa assim, mas existem fatores mais objetivos.
O telhado exposto normalmente usa telhas coloniais ou algum modelo mais caro. Elas são pesadas e exigem madeiramento mais resistente. A cobertura também abrange a casa inteira e, quase sempre, de forma contínua. Quanto mais longa a estrutura, mais forte deverá ser a madeira ou o metal. Os custos sobem.
O telhado moderno e interno fica mais em conta. Como a telha vai ficar escondida, você pode usar aquelas feitas de fibrocimento. São mais leves, mais baratas e mais fáceis de instalar. A estrutura de apoio será mais leve e área de cobertura também será menor. Não existirão os beirais nem aquele angulação toda. Quanto maior o ângulo, maior a área e maior o gasto. Por outro lado, as paredes deverão subir um pouco mais, mas essas são os itens mais baratos da obra.
Existem ainda outras perspectivas a serem consideradas, que é a proteção da casa em relação aos elementos da natureza, o custo de manutenção futuros e o risco envolvido. Quando fazemos uma casa, queremos evitar riscos e trabalho. Nosso sonho é nunca mais precisar mexer em nada.
As casas com telhados embutidos ficam mais expostas ao sol e à chuva. Isso quer dizer que você terá que repintar sua fachada muito mais vezes do que se você tivesse uma com beirais impedindo que a chuva escorra pelas paredes, mas não é só isso. As calhas internas precisam ser muito bem feitas e planejadas. Se forem mal dimensionadas ou entupirem, numa chuva forte, vai entrar água pela parede, que são absurdamente permeáveis. Nessas estruturas, o topo da parede sempre fica exposto e esse topo precisa ser impermeabilizado, se não, entra água por ali e com o tempo, estraga a pintura dos dois ladosda construção.
Outro problema são as janelas abertas e o calor. As telhas de fibrocimento esquentam muito e quando mais sol bater na alvenaria, mais quente será o ambiente. Suas janelas também ficam bem expostas à chuvas com ou sem ventos. Então, se alguém esquecer as janelas abertas, existe grande chance de entrar água.
O modelo tradicional é justamente o oposto. Protege mais a casa, tanto da chuva, quanto do sol e as telhas esquentam menos, o problema dele é que se for mal feito e a estrutura invergar, você terá que refazer tudo, porque se inclinação estiver errada e chover com vento, vai entrar água na sua casa. Você também precisa se certificar de que as telhas estão bem presas. Alguns temporáis conseguem arrancá-las.
Na hora de decidir você ainda percisa considerar o local onde mora. No sul pode ser interessante ter uma casa mais quente. Se chove muito, ou se existem épocas com muitos temporais fortes, pode ser mais interessante uma proteção maior. Se o ano é quase todo de seca e chove pouco nas outras épocas, a preocupação com a água diminui.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Acabamentos para Banheiros no Groupon
Agora que vendi a casa, moro em um apartamento e o banheiro não está pronto. Usávamos uma daquelas cortinas de banheiro que rasga por qualquer coisa. Depois de um ano de uso, ela já estava completamente esburacada. Já havia feito vários novos buracos para os ganchos. Então, realmente precisava de um box de vidro.
Nessa semana apareceram duas empresas oferecendo o produto no Groupon. Não só box de vidro temprado em três possíveis cores, como a possibilidade de se optar também por espelho e prateleiras. O preço? R$ 300,00 já com a instalação. Uma delas oferece até mesmo o box em "L". Achei bastante interessante e comprei um para testar. Instalaram aqui em casa quatro dias depois do contato.
Comprei com a empresa Amercian Glass e posso dizer que o serviço é bom. Não é excelente, mas é bom e o box é bem bonito (não é esse da foto). Digo que não é excelente porque o cara queria instalar rapidamente e acabou amaçando uma pontas de alumínio ao invés de retirar e cortar novamente para caber. Ele também arranhou em alguns lugares. Nada que seja perceptível de longe, mas olhando de perto, dá para ver. De qualquer forma, fiquei satisfeito. Acho que o produto vale o preço pago. E em breve vou colocar nos outros banheiros.
Se você está construíndo, fique de olho nos sites de compras coletivas. As vezes aparecem promoções assim. Essa serve para vários meses. Você compra hoje e pode esperar para mandar instalar. Isso significa, que se a sua obra está terminando e o acabamento vai começar, você pode comprar e garantir o produto por um bom preço.
Nessa semana apareceram duas empresas oferecendo o produto no Groupon. Não só box de vidro temprado em três possíveis cores, como a possibilidade de se optar também por espelho e prateleiras. O preço? R$ 300,00 já com a instalação. Uma delas oferece até mesmo o box em "L". Achei bastante interessante e comprei um para testar. Instalaram aqui em casa quatro dias depois do contato.
Comprei com a empresa Amercian Glass e posso dizer que o serviço é bom. Não é excelente, mas é bom e o box é bem bonito (não é esse da foto). Digo que não é excelente porque o cara queria instalar rapidamente e acabou amaçando uma pontas de alumínio ao invés de retirar e cortar novamente para caber. Ele também arranhou em alguns lugares. Nada que seja perceptível de longe, mas olhando de perto, dá para ver. De qualquer forma, fiquei satisfeito. Acho que o produto vale o preço pago. E em breve vou colocar nos outros banheiros.
Se você está construíndo, fique de olho nos sites de compras coletivas. As vezes aparecem promoções assim. Essa serve para vários meses. Você compra hoje e pode esperar para mandar instalar. Isso significa, que se a sua obra está terminando e o acabamento vai começar, você pode comprar e garantir o produto por um bom preço.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Como Foi o Meu Contrato com a Casas e Obras?
Neste final de semana, finalmente vendi minha casa. que foi construída pela a empresa Casas e Obras, aqui de Brasília.
Neste post eu quero passar minha impressão sobre o contrato e contar como as coisas aconteceram. Um cliente insatisfeito transmite para dez pessoas, é o que diz a sabedoria popular, mas ninguém se expressa quando as coisas dão certo. Por isso, eu gosto de relatar bons exemplos e esse é um deles. Existem pontos negativos, claro. Eles também devem ter algo para reclamar de mim, mas quando eu for construir uma nova casa, certamente procurarei esta empresa. Vou começar pelos pontos positivos e depois falo dos negativos.
Iniciamos um contrato com pagamento de 50% do valor da empreitada e a outra metade foi parcelada em 6 vezes, com pagamento mediante marcos. Após cada fase completa, eu deveria pagar certa quantia e assim aconteceu.
Esse tipo de contrato é um ponto fortíssimo. Porque você mitiga os riscos. Eles são transferidos para a outra parte, que é quem realmente entende da obra. A empresa me pediu oito meses e eu nem questionei o prazo, afinal, a responsabilidade seria deles. E o prazo foi cumprido. Apenas alguns detalhes ficaram para depois, parte por culpa minha.
Me lembro que havia pesquisado o mesmo projeto com outra empresa, que usa um método de construção tradicional, e eles me passaram um valor que custaria em que o metro quadrado custaria R$ 70,00 a mais e era apenas uma estimativa. Ou seja, na hora de realidade, certamente aumentaria.
No início da obra, tivemos que fazer um muro de arrimo de trinta e tantos metros, que foi dividido da mesma forma. Isso foi bom, porque eu não possuia mais dinheiro e o parcelamento dessa parte junto das etapas do contrato principal foi fundamental.
Senti-me bastante seguro durante a obra. Via que o material era de qualidade, que o trabalho era feito corretamente e com preocupação por parte deles. As coisas correram muito bem e por isso nem perturbei muito minha arquiteta. Só utilizei quatro visitas das dez que tinha direito. Quando ela comparecia, confirmava que a execução estava dentro do planejamento.
De uma casa com 310 metros quadrados, me lembro que apenas um pilar da varanda precisou ser refeito porque estava no lugar errado. A base estava correta, mas ele foi levantado deslocado. E uma parede estava fora de prumo, pouca coisa, mas estava. Depois foi ajustada Sei disso porque estava todos os dias na obra, então, sei o que foi refeito e o que não foi.
A confecção da laje foi realizada com atenção aos detalhes, ao tamanho e posição das vigas, no geral, as pequenas coisas eram observadas antes da execução. Poucos itens percisaram ser observados apenas na hora. Acho que somente o local da caixa dágua e a entrada para o telhado que foram motivo de discussão. Primeiro porque o projeto previa armazenamento de apenas 500 litros e eu queria 1000. Isso foi mais uma falha de comunicação entre mim e a arquiteta, do que erro de execução, mas o local da entrada para o telhado, eles deixaram passar e precisou ser feito depois. Poderia ter sido planejado com antecedência. No final, deu tudo certo.
Como disse já havia dito, nada é perfeito. Existiram problemas. Em um projeto desse tamanho, não há como não acontecer nada de errado. Muita gente diz que obra é um stress, que separa um casal e tudo mais. Posso dizer que minha separação foi por outros motivos. A obra não me causou estresss, não passou nem perto do que dizem, mas vamos aos pontos negativos.
Os dois engenheiros responsáveis pela empresa são pessoas muito educadas e gentis, sempre supriram meus questionamentos, sempre. Em algumas ocasiões, ficavamos horas conversando no local da construção, mas senti falta da presença deles em diversas ocasiões. A empresa passa por um momento de crescimento e precisa de mais uma pessoa para visitar as construções. Por mais que eu pudesse falar com eles por telefone, gostaria que estivessem lá. O contrato poderia ter sido executado em menos tempo se um especialista visitasse a casa mais vezes, mas no final, novamente, tudo correu bem.
Quando fizemos o contrato inicial, não havia projetos de luz, água, esgoto e telefone e o preço foi total da obra me foi dado levando em isso consideração. Disseram-me que não havia problema. Pois bem. Durante a execução, um arquiteto fez os projetos e os entregou à Casas e Obras, mas era um daqueles profissionais baratinhos, meia boca e eu estava cansado de tratar com ele. Decidi fazer as alterações mais tarde, eu mesmo.
Com isso, os projetos quer foram entregues, principalmente o elétrico, não tinham tudo o que eu queria e muita coisa foi adicionada. É papel do arquiteto te ajudar a pensar nas necessidades futura, algo que esse cara não fazia, mas a escolha foi minha, faltava dinheiro e contratei um profissional ruim.
Por causa disso, no momento da execução, solicitei a alocação de mais tomadas, o que aumenta o gasto com mangueiras e caixas para as instalações elétricas, além do custo com mão de obra. Isso me foi cobrado ao final. Não foi nenhum absurdo, mas, no meu entendimento, não deveria ter sido. Eles insistiram em assinar logo o contrato, me disseram que não teria problema fazer dessa forma. O correto seria esperar até que todos os projetos ficassem prontos para só depois iniciarmos os trabalhos.
O projeto arquitetônico previa uma chaminé para um forno de pizza a lenha, e ela estava posicionada junto à casa. O mesmo previa um pergolado suspenso, preso apenas à parede, que deveria ser construído de forma concomitante com a laje. Durante a execução, o engenheiro me lembrou que, no preço, não estava incluído aquele pergolado. Eu me lembrei da conversa e aceitei que não fosse construído, mas a chaminé não. Ela estava no projeto, sua estrutura estava ligada a uma das paredes e a empresa não queria fazer. Como eu já sabia que venderia a casa e quem comprasse poderia nem mesmo querer, deixei dessa forma. Preferi não causar confusão por isso.
Por fim, o que me perturbou mesmo, foi uma mudança no projeto. Eu pedi uma alteração. Solicitei duas vigas a mais no chão, um pilar e mais duas vigas no alto, para depois fechar tudo com uma grade. Seria algo como um jardim de inverno. O engenheiro me disse que seria "baratinho", que era bobeira e eu mandei executar. Fiz uma besteira sem tamanho. Quando chegou o preço, não achei barato. Preço é uma questão relativa. O que é barato para um, pode ser caro para outro.
Aqui, deixo uma dica. Não faça nada, nenhuma alteração, sem perguntar o preço e faça constar em um contrato antes de mandar executar. Assim, evitam-se surpresas. Se tivesse feito dessa forma, não teria tido dor de cabeça. Esses problemas aconteceram no final do projeto, no finalzinho mesmo.
Então, se fosse construir novamente, os contrataria outra vez, sem dúvida. São pessoas que trabalham direito. A obra ficou ótima. Consegui vender uma casa muito grande e sem acabamento, em seis meses, com o agravante que o comprador não poderia financiar o valor. Todos que visitaram a casa, adoraram e recebi várias propostas até chegar a uma que atendesse aos requisitos da divisão de bens entre mim e minha ex-mulher. Vendi com dor no coração e sabendo que será uma residência belíssima.
Se fosse hoje, passaria menos tempo na obra, já que conheço o trabalho deles e sei que são responsáveis, mas prepararia melhor os projetos de instalações, nos mínimos detalhes. Faria constar no contrato TUDO que deveria ser executado, conforme descrito no prejeto arquitetônico, e registraria as excessões por escrito. Isso me obrigaria a negociar as mudanças de forma antecipada, com preço e termos aditivos.
As vezes é melhor ter um contrato flexível, já que a outra parte pode querer cobrar mais por qualquer alteração no projeto. A Casas e Obras não fez isso. Algumas mudanças foram baratas mesmo e outras nem foram cobradas. Nem todas as mudanças geram custos. Eu não mudei só o Jardim de Inverno, mudei outras coisas e tudo correu bem.
Resumindo, é uma empresa muito boa e que passa segurança. Executaram um trabalho ótimo, de forma profissional e com material de qualidade. Tive um nível baixíssimo de estress e os pequenos problemas aconteceram somente ao final da construção, mas que não foram suficientes para abalar a imagem da empresa. Esses problemas poderiam ter sido evitados se eu fosse mais cuidadoso, então, sem dúvida, parte da culpa é minha. Existem pontos em que ainda podem melhorar, mas são muito bons.
Espero contratá-los novamente quando for construir minha futura casa.
Neste post eu quero passar minha impressão sobre o contrato e contar como as coisas aconteceram. Um cliente insatisfeito transmite para dez pessoas, é o que diz a sabedoria popular, mas ninguém se expressa quando as coisas dão certo. Por isso, eu gosto de relatar bons exemplos e esse é um deles. Existem pontos negativos, claro. Eles também devem ter algo para reclamar de mim, mas quando eu for construir uma nova casa, certamente procurarei esta empresa. Vou começar pelos pontos positivos e depois falo dos negativos.
Iniciamos um contrato com pagamento de 50% do valor da empreitada e a outra metade foi parcelada em 6 vezes, com pagamento mediante marcos. Após cada fase completa, eu deveria pagar certa quantia e assim aconteceu.
Esse tipo de contrato é um ponto fortíssimo. Porque você mitiga os riscos. Eles são transferidos para a outra parte, que é quem realmente entende da obra. A empresa me pediu oito meses e eu nem questionei o prazo, afinal, a responsabilidade seria deles. E o prazo foi cumprido. Apenas alguns detalhes ficaram para depois, parte por culpa minha.
Me lembro que havia pesquisado o mesmo projeto com outra empresa, que usa um método de construção tradicional, e eles me passaram um valor que custaria em que o metro quadrado custaria R$ 70,00 a mais e era apenas uma estimativa. Ou seja, na hora de realidade, certamente aumentaria.
No início da obra, tivemos que fazer um muro de arrimo de trinta e tantos metros, que foi dividido da mesma forma. Isso foi bom, porque eu não possuia mais dinheiro e o parcelamento dessa parte junto das etapas do contrato principal foi fundamental.
Senti-me bastante seguro durante a obra. Via que o material era de qualidade, que o trabalho era feito corretamente e com preocupação por parte deles. As coisas correram muito bem e por isso nem perturbei muito minha arquiteta. Só utilizei quatro visitas das dez que tinha direito. Quando ela comparecia, confirmava que a execução estava dentro do planejamento.
De uma casa com 310 metros quadrados, me lembro que apenas um pilar da varanda precisou ser refeito porque estava no lugar errado. A base estava correta, mas ele foi levantado deslocado. E uma parede estava fora de prumo, pouca coisa, mas estava. Depois foi ajustada Sei disso porque estava todos os dias na obra, então, sei o que foi refeito e o que não foi.
A confecção da laje foi realizada com atenção aos detalhes, ao tamanho e posição das vigas, no geral, as pequenas coisas eram observadas antes da execução. Poucos itens percisaram ser observados apenas na hora. Acho que somente o local da caixa dágua e a entrada para o telhado que foram motivo de discussão. Primeiro porque o projeto previa armazenamento de apenas 500 litros e eu queria 1000. Isso foi mais uma falha de comunicação entre mim e a arquiteta, do que erro de execução, mas o local da entrada para o telhado, eles deixaram passar e precisou ser feito depois. Poderia ter sido planejado com antecedência. No final, deu tudo certo.
Como disse já havia dito, nada é perfeito. Existiram problemas. Em um projeto desse tamanho, não há como não acontecer nada de errado. Muita gente diz que obra é um stress, que separa um casal e tudo mais. Posso dizer que minha separação foi por outros motivos. A obra não me causou estresss, não passou nem perto do que dizem, mas vamos aos pontos negativos.
Os dois engenheiros responsáveis pela empresa são pessoas muito educadas e gentis, sempre supriram meus questionamentos, sempre. Em algumas ocasiões, ficavamos horas conversando no local da construção, mas senti falta da presença deles em diversas ocasiões. A empresa passa por um momento de crescimento e precisa de mais uma pessoa para visitar as construções. Por mais que eu pudesse falar com eles por telefone, gostaria que estivessem lá. O contrato poderia ter sido executado em menos tempo se um especialista visitasse a casa mais vezes, mas no final, novamente, tudo correu bem.
Quando fizemos o contrato inicial, não havia projetos de luz, água, esgoto e telefone e o preço foi total da obra me foi dado levando em isso consideração. Disseram-me que não havia problema. Pois bem. Durante a execução, um arquiteto fez os projetos e os entregou à Casas e Obras, mas era um daqueles profissionais baratinhos, meia boca e eu estava cansado de tratar com ele. Decidi fazer as alterações mais tarde, eu mesmo.
Com isso, os projetos quer foram entregues, principalmente o elétrico, não tinham tudo o que eu queria e muita coisa foi adicionada. É papel do arquiteto te ajudar a pensar nas necessidades futura, algo que esse cara não fazia, mas a escolha foi minha, faltava dinheiro e contratei um profissional ruim.
Por causa disso, no momento da execução, solicitei a alocação de mais tomadas, o que aumenta o gasto com mangueiras e caixas para as instalações elétricas, além do custo com mão de obra. Isso me foi cobrado ao final. Não foi nenhum absurdo, mas, no meu entendimento, não deveria ter sido. Eles insistiram em assinar logo o contrato, me disseram que não teria problema fazer dessa forma. O correto seria esperar até que todos os projetos ficassem prontos para só depois iniciarmos os trabalhos.
O projeto arquitetônico previa uma chaminé para um forno de pizza a lenha, e ela estava posicionada junto à casa. O mesmo previa um pergolado suspenso, preso apenas à parede, que deveria ser construído de forma concomitante com a laje. Durante a execução, o engenheiro me lembrou que, no preço, não estava incluído aquele pergolado. Eu me lembrei da conversa e aceitei que não fosse construído, mas a chaminé não. Ela estava no projeto, sua estrutura estava ligada a uma das paredes e a empresa não queria fazer. Como eu já sabia que venderia a casa e quem comprasse poderia nem mesmo querer, deixei dessa forma. Preferi não causar confusão por isso.
Por fim, o que me perturbou mesmo, foi uma mudança no projeto. Eu pedi uma alteração. Solicitei duas vigas a mais no chão, um pilar e mais duas vigas no alto, para depois fechar tudo com uma grade. Seria algo como um jardim de inverno. O engenheiro me disse que seria "baratinho", que era bobeira e eu mandei executar. Fiz uma besteira sem tamanho. Quando chegou o preço, não achei barato. Preço é uma questão relativa. O que é barato para um, pode ser caro para outro.
Aqui, deixo uma dica. Não faça nada, nenhuma alteração, sem perguntar o preço e faça constar em um contrato antes de mandar executar. Assim, evitam-se surpresas. Se tivesse feito dessa forma, não teria tido dor de cabeça. Esses problemas aconteceram no final do projeto, no finalzinho mesmo.
Então, se fosse construir novamente, os contrataria outra vez, sem dúvida. São pessoas que trabalham direito. A obra ficou ótima. Consegui vender uma casa muito grande e sem acabamento, em seis meses, com o agravante que o comprador não poderia financiar o valor. Todos que visitaram a casa, adoraram e recebi várias propostas até chegar a uma que atendesse aos requisitos da divisão de bens entre mim e minha ex-mulher. Vendi com dor no coração e sabendo que será uma residência belíssima.
Se fosse hoje, passaria menos tempo na obra, já que conheço o trabalho deles e sei que são responsáveis, mas prepararia melhor os projetos de instalações, nos mínimos detalhes. Faria constar no contrato TUDO que deveria ser executado, conforme descrito no prejeto arquitetônico, e registraria as excessões por escrito. Isso me obrigaria a negociar as mudanças de forma antecipada, com preço e termos aditivos.
As vezes é melhor ter um contrato flexível, já que a outra parte pode querer cobrar mais por qualquer alteração no projeto. A Casas e Obras não fez isso. Algumas mudanças foram baratas mesmo e outras nem foram cobradas. Nem todas as mudanças geram custos. Eu não mudei só o Jardim de Inverno, mudei outras coisas e tudo correu bem.
Resumindo, é uma empresa muito boa e que passa segurança. Executaram um trabalho ótimo, de forma profissional e com material de qualidade. Tive um nível baixíssimo de estress e os pequenos problemas aconteceram somente ao final da construção, mas que não foram suficientes para abalar a imagem da empresa. Esses problemas poderiam ter sido evitados se eu fosse mais cuidadoso, então, sem dúvida, parte da culpa é minha. Existem pontos em que ainda podem melhorar, mas são muito bons.
Espero contratá-los novamente quando for construir minha futura casa.
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