Neste final de semana, finalmente vendi minha casa. que foi construída pela a empresa Casas e Obras, aqui de Brasília.
Neste post eu quero passar minha impressão sobre o contrato e contar como as coisas aconteceram. Um cliente insatisfeito transmite para dez pessoas, é o que diz a sabedoria popular, mas ninguém se expressa quando as coisas dão certo. Por isso, eu gosto de relatar bons exemplos e esse é um deles. Existem pontos negativos, claro. Eles também devem ter algo para reclamar de mim, mas quando eu for construir uma nova casa, certamente procurarei esta empresa. Vou começar pelos pontos positivos e depois falo dos negativos.
Iniciamos um contrato com pagamento de 50% do valor da empreitada e a outra metade foi parcelada em 6 vezes, com pagamento mediante marcos. Após cada fase completa, eu deveria pagar certa quantia e assim aconteceu.
Esse tipo de contrato é um ponto fortíssimo. Porque você mitiga os riscos. Eles são transferidos para a outra parte, que é quem realmente entende da obra. A empresa me pediu oito meses e eu nem questionei o prazo, afinal, a responsabilidade seria deles. E o prazo foi cumprido. Apenas alguns detalhes ficaram para depois, parte por culpa minha.
Me lembro que havia pesquisado o mesmo projeto com outra empresa, que usa um método de construção tradicional, e eles me passaram um valor que custaria em que o metro quadrado custaria R$ 70,00 a mais e era apenas uma estimativa. Ou seja, na hora de realidade, certamente aumentaria.
No início da obra, tivemos que fazer um muro de arrimo de trinta e tantos metros, que foi dividido da mesma forma. Isso foi bom, porque eu não possuia mais dinheiro e o parcelamento dessa parte junto das etapas do contrato principal foi fundamental.
Senti-me bastante seguro durante a obra. Via que o material era de qualidade, que o trabalho era feito corretamente e com preocupação por parte deles. As coisas correram muito bem e por isso nem perturbei muito minha arquiteta. Só utilizei quatro visitas das dez que tinha direito. Quando ela comparecia, confirmava que a execução estava dentro do planejamento.
De uma casa com 310 metros quadrados, me lembro que apenas um pilar da varanda precisou ser refeito porque estava no lugar errado. A base estava correta, mas ele foi levantado deslocado. E uma parede estava fora de prumo, pouca coisa, mas estava. Depois foi ajustada Sei disso porque estava todos os dias na obra, então, sei o que foi refeito e o que não foi.
A confecção da laje foi realizada com atenção aos detalhes, ao tamanho e posição das vigas, no geral, as pequenas coisas eram observadas antes da execução. Poucos itens percisaram ser observados apenas na hora. Acho que somente o local da caixa dágua e a entrada para o telhado que foram motivo de discussão. Primeiro porque o projeto previa armazenamento de apenas 500 litros e eu queria 1000. Isso foi mais uma falha de comunicação entre mim e a arquiteta, do que erro de execução, mas o local da entrada para o telhado, eles deixaram passar e precisou ser feito depois. Poderia ter sido planejado com antecedência. No final, deu tudo certo.
Como disse já havia dito, nada é perfeito. Existiram problemas. Em um projeto desse tamanho, não há como não acontecer nada de errado. Muita gente diz que obra é um stress, que separa um casal e tudo mais. Posso dizer que minha separação foi por outros motivos. A obra não me causou estresss, não passou nem perto do que dizem, mas vamos aos pontos negativos.
Os dois engenheiros responsáveis pela empresa são pessoas muito educadas e gentis, sempre supriram meus questionamentos, sempre. Em algumas ocasiões, ficavamos horas conversando no local da construção, mas senti falta da presença deles em diversas ocasiões. A empresa passa por um momento de crescimento e precisa de mais uma pessoa para visitar as construções. Por mais que eu pudesse falar com eles por telefone, gostaria que estivessem lá. O contrato poderia ter sido executado em menos tempo se um especialista visitasse a casa mais vezes, mas no final, novamente, tudo correu bem.
Quando fizemos o contrato inicial, não havia projetos de luz, água, esgoto e telefone e o preço foi total da obra me foi dado levando em isso consideração. Disseram-me que não havia problema. Pois bem. Durante a execução, um arquiteto fez os projetos e os entregou à Casas e Obras, mas era um daqueles profissionais baratinhos, meia boca e eu estava cansado de tratar com ele. Decidi fazer as alterações mais tarde, eu mesmo.
Com isso, os projetos quer foram entregues, principalmente o elétrico, não tinham tudo o que eu queria e muita coisa foi adicionada. É papel do arquiteto te ajudar a pensar nas necessidades futura, algo que esse cara não fazia, mas a escolha foi minha, faltava dinheiro e contratei um profissional ruim.
Por causa disso, no momento da execução, solicitei a alocação de mais tomadas, o que aumenta o gasto com mangueiras e caixas para as instalações elétricas, além do custo com mão de obra. Isso me foi cobrado ao final. Não foi nenhum absurdo, mas, no meu entendimento, não deveria ter sido. Eles insistiram em assinar logo o contrato, me disseram que não teria problema fazer dessa forma. O correto seria esperar até que todos os projetos ficassem prontos para só depois iniciarmos os trabalhos.
O projeto arquitetônico previa uma chaminé para um forno de pizza a lenha, e ela estava posicionada junto à casa. O mesmo previa um pergolado suspenso, preso apenas à parede, que deveria ser construído de forma concomitante com a laje. Durante a execução, o engenheiro me lembrou que, no preço, não estava incluído aquele pergolado. Eu me lembrei da conversa e aceitei que não fosse construído, mas a chaminé não. Ela estava no projeto, sua estrutura estava ligada a uma das paredes e a empresa não queria fazer. Como eu já sabia que venderia a casa e quem comprasse poderia nem mesmo querer, deixei dessa forma. Preferi não causar confusão por isso.
Por fim, o que me perturbou mesmo, foi uma mudança no projeto. Eu pedi uma alteração. Solicitei duas vigas a mais no chão, um pilar e mais duas vigas no alto, para depois fechar tudo com uma grade. Seria algo como um jardim de inverno. O engenheiro me disse que seria "baratinho", que era bobeira e eu mandei executar. Fiz uma besteira sem tamanho. Quando chegou o preço, não achei barato. Preço é uma questão relativa. O que é barato para um, pode ser caro para outro.
Aqui, deixo uma dica. Não faça nada, nenhuma alteração, sem perguntar o preço e faça constar em um contrato antes de mandar executar. Assim, evitam-se surpresas. Se tivesse feito dessa forma, não teria tido dor de cabeça. Esses problemas aconteceram no final do projeto, no finalzinho mesmo.
Então, se fosse construir novamente, os contrataria outra vez, sem dúvida. São pessoas que trabalham direito. A obra ficou ótima. Consegui vender uma casa muito grande e sem acabamento, em seis meses, com o agravante que o comprador não poderia financiar o valor. Todos que visitaram a casa, adoraram e recebi várias propostas até chegar a uma que atendesse aos requisitos da divisão de bens entre mim e minha ex-mulher. Vendi com dor no coração e sabendo que será uma residência belíssima.
Se fosse hoje, passaria menos tempo na obra, já que conheço o trabalho deles e sei que são responsáveis, mas prepararia melhor os projetos de instalações, nos mínimos detalhes. Faria constar no contrato TUDO que deveria ser executado, conforme descrito no prejeto arquitetônico, e registraria as excessões por escrito. Isso me obrigaria a negociar as mudanças de forma antecipada, com preço e termos aditivos.
As vezes é melhor ter um contrato flexível, já que a outra parte pode querer cobrar mais por qualquer alteração no projeto. A Casas e Obras não fez isso. Algumas mudanças foram baratas mesmo e outras nem foram cobradas. Nem todas as mudanças geram custos. Eu não mudei só o Jardim de Inverno, mudei outras coisas e tudo correu bem.
Resumindo, é uma empresa muito boa e que passa segurança. Executaram um trabalho ótimo, de forma profissional e com material de qualidade. Tive um nível baixíssimo de estress e os pequenos problemas aconteceram somente ao final da construção, mas que não foram suficientes para abalar a imagem da empresa. Esses problemas poderiam ter sido evitados se eu fosse mais cuidadoso, então, sem dúvida, parte da culpa é minha. Existem pontos em que ainda podem melhorar, mas são muito bons.
Espero contratá-los novamente quando for construir minha futura casa.
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segunda-feira, 29 de abril de 2013
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Telhado ou terraço? Fizemos um terraço, veja o que temos a dizer
Durante a fase de projeto decidimos tirar boa parte do telhado da casa e transformar em um terraço. Quase 50 metros quadrados que seriam cobertos com telhas foram transformados em terraço. Isso nos trouxe alguma economias.
Em primeiro lugar, terraço não entra no cáculo área construída, então, não pagamos ao arquiteto por este pedaço útil e nem pagamos essa parte da construção à construtora. Teríamos uma laje de qualquer forma, então, não tivemos que colocar mais dinheiro, ou quase isso.
Telhado custa caro, piso é mais barato e como queriamos construir tudo para depois fazer o acabamento aos poucos e em momentos diferentes, conseguimos fechar o contrato de construção com a redução de preço graças a esta mudança. Com a seca em Brasília, também vamos poder respirar um pouco até a hora de botar o piso.
Além disso, no IPTU, essa parte também não entra como área construída. Então você ganha área útil, mas não paga imposto por ocupação, mas nem tudo é benefício, existem problemas e cuidados.
Uma laje não é impermeável, passa água por ela e passa muita água. Pisos de cerâmica e porcelanato também não são impermeáveis. Parecem que são, mas não são. Absorvem água. Se você não colocar uma boa impermeabilização, terá problemas de infiltração.
Para esses 50 metros quadrados eu gastei 1500 reais para compra da manta e instalção. Na instalação está incluído: um piso liso que fica acima da laje e abaixo da manta, emulsão asfáltica por cima, manta asfáltica e outro piso liso por cima. A mão de obra já incluída.
A foto mostra a emulsão asfáltica aplicada no chão, já com o piso liso em baixo e o início da aplicação da manta. Essa manta é aplicada com maçarico. Os caras derretem essa manta. Então, não é trabalho para qualquer um. Vejam o botjão de gás, eles usaram dois desses.
No meu terraço coloquei dois ralos, um em cada lado e na hora de aplicar o piso é preciso cuidar da inclinação, que deve direcionar água para o ralo. Assim que acabar a instalação, pegue uma mangueira, jogue bastante água e deixa escorrer, se empoçar em algum lugar, mande corrigir. Para terminar, deixe o piso de fora um pouco abaixo do piso da casa. Dois centímetros é o padrão.
Quais são os problema? Bom, teremos que colocar um parapeito, que até poderia ser feito de alvenaria (mais econômico), mas podemos adiar este gasto para outro momento. Com o telhado não seria possível. E agora teremos uma área maior para limpar.
Além da limpeza tem o problema do calor, essa parte da casa tem uma tendência maior a esquentar, já que fica exposta ao sol o tempo inteiro. E o cômodo que está logo do terraço, no meu caso é uma varanda, também fica mais quente, mas só vou descobrir o quanto é quente depois, quando estiver morando lá.
Em primeiro lugar, terraço não entra no cáculo área construída, então, não pagamos ao arquiteto por este pedaço útil e nem pagamos essa parte da construção à construtora. Teríamos uma laje de qualquer forma, então, não tivemos que colocar mais dinheiro, ou quase isso.
Telhado custa caro, piso é mais barato e como queriamos construir tudo para depois fazer o acabamento aos poucos e em momentos diferentes, conseguimos fechar o contrato de construção com a redução de preço graças a esta mudança. Com a seca em Brasília, também vamos poder respirar um pouco até a hora de botar o piso.
Além disso, no IPTU, essa parte também não entra como área construída. Então você ganha área útil, mas não paga imposto por ocupação, mas nem tudo é benefício, existem problemas e cuidados.
Uma laje não é impermeável, passa água por ela e passa muita água. Pisos de cerâmica e porcelanato também não são impermeáveis. Parecem que são, mas não são. Absorvem água. Se você não colocar uma boa impermeabilização, terá problemas de infiltração.
Para esses 50 metros quadrados eu gastei 1500 reais para compra da manta e instalção. Na instalação está incluído: um piso liso que fica acima da laje e abaixo da manta, emulsão asfáltica por cima, manta asfáltica e outro piso liso por cima. A mão de obra já incluída.
A foto mostra a emulsão asfáltica aplicada no chão, já com o piso liso em baixo e o início da aplicação da manta. Essa manta é aplicada com maçarico. Os caras derretem essa manta. Então, não é trabalho para qualquer um. Vejam o botjão de gás, eles usaram dois desses.
No meu terraço coloquei dois ralos, um em cada lado e na hora de aplicar o piso é preciso cuidar da inclinação, que deve direcionar água para o ralo. Assim que acabar a instalação, pegue uma mangueira, jogue bastante água e deixa escorrer, se empoçar em algum lugar, mande corrigir. Para terminar, deixe o piso de fora um pouco abaixo do piso da casa. Dois centímetros é o padrão.
Quais são os problema? Bom, teremos que colocar um parapeito, que até poderia ser feito de alvenaria (mais econômico), mas podemos adiar este gasto para outro momento. Com o telhado não seria possível. E agora teremos uma área maior para limpar.
Além da limpeza tem o problema do calor, essa parte da casa tem uma tendência maior a esquentar, já que fica exposta ao sol o tempo inteiro. E o cômodo que está logo do terraço, no meu caso é uma varanda, também fica mais quente, mas só vou descobrir o quanto é quente depois, quando estiver morando lá.
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segunda-feira, 25 de junho de 2012
O nível do atendimento das lojas aqui em Brasília
Não sei se é porque o mercado é menor aqui em Brasília.. e as empresas acham que não têm tanta concorrência (como em SP, por exemplo) o atendimento aqui em Brasília tem deixado MUITO a desejar nas lojas de material pra construção e acabamento... fomos em várias lojas, e só pra pedir um orçamento é uma morosidade sem tamanho.
Chegamos na loja querendo fazer orçamento e eles informam que só enviam o orçamento depois, por e-mail.. e a gente, que havia tirado o dia pra andar no SIA comparando orçamentos, teve que mudar de planos..
Em algumas lojas (como das esquadrias de PVC) é super difícil simplesmente conseguir falar com alguem pra pedir orçamento... se é essa dificuldade toda só pra conseguir saber o preço, imagino na hora de instalar. Parece que eles têm muito pouca gente qualificada para atender os consumidores.
A maioria das lojas trabalha com pagamento adiantado.. mas estamos seriamente pensando em só pagar o valor do produto quando a empresa vier instalar.. já que a internet está cheia de reclamações de empresas que estão enrolando pra instalar o produto, após o cliente já ter pago. Nós mesmos já passamos por isso.
Haviamos decidido pelas portas de PVC, mas a demora está tão grande nas respostas que estamos avaliando outras empresas que fazem esquadrias de alumínio... mas essas também estão demorando muito a responder. E agora?
Enfim, o mercado de materiais de construção e acabamento ainda precisa evoluir muito aqui em Brasília...
Vocês já passaram por isso?
Chegamos na loja querendo fazer orçamento e eles informam que só enviam o orçamento depois, por e-mail.. e a gente, que havia tirado o dia pra andar no SIA comparando orçamentos, teve que mudar de planos..
Em algumas lojas (como das esquadrias de PVC) é super difícil simplesmente conseguir falar com alguem pra pedir orçamento... se é essa dificuldade toda só pra conseguir saber o preço, imagino na hora de instalar. Parece que eles têm muito pouca gente qualificada para atender os consumidores.
A maioria das lojas trabalha com pagamento adiantado.. mas estamos seriamente pensando em só pagar o valor do produto quando a empresa vier instalar.. já que a internet está cheia de reclamações de empresas que estão enrolando pra instalar o produto, após o cliente já ter pago. Nós mesmos já passamos por isso.
Haviamos decidido pelas portas de PVC, mas a demora está tão grande nas respostas que estamos avaliando outras empresas que fazem esquadrias de alumínio... mas essas também estão demorando muito a responder. E agora?
Enfim, o mercado de materiais de construção e acabamento ainda precisa evoluir muito aqui em Brasília...
Vocês já passaram por isso?
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Dicas importantes que aprendi com a laje da nossa casa
A montagem da laje é um momento tenso e demorado da obra, onde se gasta muito material que vai ser descartado, e um erro pode colocar tudo a perder.
A primeira coisa e mais importante é: contrate um mestre de obras carpinteiro para fazer sua laje. Existem mestre de obras originários da profissão de pedreiro e os que vieram da carpintaria. A montagem de laje envolve muitas medições, nível e trabalho com madeira.
Antes de montar a laje, é preciso preparar o escoramento que vai sustentá-la enquanto ainda não está pronta. Esse é um processo meio arcaico, e o desperdício de material é alto. Fiquei impressionado com a quantidade de madeira que se gasta.
Se tiver algum vizinho construíndo, fique de olho. Talvez ele queira se livrar dos paus de escoramento após usar, ou pode te vender por um bom preço. Em último caso, veja se existe alguém por perto que vá precisar do material. Aí, ou você doa ou vende barato.
Sempre que possível, compre madeiras de escoramento maiores do que o pé direito (altura do andar) da casa. O carpinteiro vai ter muito trabalho fazendo emendas nas madeiras. Cortá-las é muito mais fácil e rápido. Ele usa uma serra elétrica para isso. Economiza muito tempo, e tempo é dinheiro. Se você paga por dia, o custo sobe. Se pagou pela empreitada, o pedreiro fica chateado.
Não pesquisei as diversas formas de se fazer uma laje, mas o método que usamos foi o de laje pré-moldada, que me parece ser o padrão dos dias de hoje. A empresa fabricou as treliças que vão de uma viga à outra. Você pode comprar essas treliças já prontas, não precisa fazer. Mas a empresa que eu contratei fabrica paredes de concreto, então, fabricar isso é fácil.
Entre cada treliça você pode colocar isopor ou tijolo de cerâmica, e, por cima de tudo vai um pouco de ferro e concreto. Por incrível que pareça, não existe muita diferença de resistência entre a laje de tijolo e a laje de isopor, mas existem outras coisas que podem determinar a sua escolha.
A laje de isospor possui um isolamento térmico e acústico melhor, mas é mais cara. A laje de tijolo de cerâmica fica mais em conta. Claro que existem especificações para o isopor e para o tijolo. Também existem especificações das treliças, mas isso é assunto para o engenheiro. Eu não sou engenheiro.
As fotos não mostram, mas a laje precisa ser montada com uma pequena envergadura, um arco. O meio dela fica mais alto que os cantos. Quando o escoramento for retirado, ela irá ceder um pouco. A olho nu e com um pouco de atenção, dá para perceber a curvatura.
Na foto de baixo, dá para ver por onde passam as mangueiras de luz. Reparem que elas precisam passar por dentro das vigas e treliças. Se elas ficarem por cima, o ferro das treliças e a pressão do concreto em cima podem rasgar a mangueira, e você não vai querer um problema desses. Fique de olho.
Recomendo que você suba na laje para ver se tudo foi feito corretamente, antes de permitir a concretagem. Cuidado ao subir, pois não pode pisar no isopor. As madeiras em cima da laje estão aí por dois motivos: para o isopor não voar enquanto os ferros não são instalados e para facilitar as caminhadas.
O caso de baixo é raridade. Não sei se é o certo a ser feito, mas o isopor é cortado e as mangueiras passam pelo meio. Isso só foi feito porque o pontos de energia ficaram muito próximos. De outra forma, teria que passar por uma viga.
A primeira coisa e mais importante é: contrate um mestre de obras carpinteiro para fazer sua laje. Existem mestre de obras originários da profissão de pedreiro e os que vieram da carpintaria. A montagem de laje envolve muitas medições, nível e trabalho com madeira.
Antes de montar a laje, é preciso preparar o escoramento que vai sustentá-la enquanto ainda não está pronta. Esse é um processo meio arcaico, e o desperdício de material é alto. Fiquei impressionado com a quantidade de madeira que se gasta.
Se tiver algum vizinho construíndo, fique de olho. Talvez ele queira se livrar dos paus de escoramento após usar, ou pode te vender por um bom preço. Em último caso, veja se existe alguém por perto que vá precisar do material. Aí, ou você doa ou vende barato.
Sempre que possível, compre madeiras de escoramento maiores do que o pé direito (altura do andar) da casa. O carpinteiro vai ter muito trabalho fazendo emendas nas madeiras. Cortá-las é muito mais fácil e rápido. Ele usa uma serra elétrica para isso. Economiza muito tempo, e tempo é dinheiro. Se você paga por dia, o custo sobe. Se pagou pela empreitada, o pedreiro fica chateado.
Não pesquisei as diversas formas de se fazer uma laje, mas o método que usamos foi o de laje pré-moldada, que me parece ser o padrão dos dias de hoje. A empresa fabricou as treliças que vão de uma viga à outra. Você pode comprar essas treliças já prontas, não precisa fazer. Mas a empresa que eu contratei fabrica paredes de concreto, então, fabricar isso é fácil.
Entre cada treliça você pode colocar isopor ou tijolo de cerâmica, e, por cima de tudo vai um pouco de ferro e concreto. Por incrível que pareça, não existe muita diferença de resistência entre a laje de tijolo e a laje de isopor, mas existem outras coisas que podem determinar a sua escolha.
A laje de isospor possui um isolamento térmico e acústico melhor, mas é mais cara. A laje de tijolo de cerâmica fica mais em conta. Claro que existem especificações para o isopor e para o tijolo. Também existem especificações das treliças, mas isso é assunto para o engenheiro. Eu não sou engenheiro.
As fotos não mostram, mas a laje precisa ser montada com uma pequena envergadura, um arco. O meio dela fica mais alto que os cantos. Quando o escoramento for retirado, ela irá ceder um pouco. A olho nu e com um pouco de atenção, dá para perceber a curvatura.
Na foto de baixo, dá para ver por onde passam as mangueiras de luz. Reparem que elas precisam passar por dentro das vigas e treliças. Se elas ficarem por cima, o ferro das treliças e a pressão do concreto em cima podem rasgar a mangueira, e você não vai querer um problema desses. Fique de olho.
Recomendo que você suba na laje para ver se tudo foi feito corretamente, antes de permitir a concretagem. Cuidado ao subir, pois não pode pisar no isopor. As madeiras em cima da laje estão aí por dois motivos: para o isopor não voar enquanto os ferros não são instalados e para facilitar as caminhadas.
O caso de baixo é raridade. Não sei se é o certo a ser feito, mas o isopor é cortado e as mangueiras passam pelo meio. Isso só foi feito porque o pontos de energia ficaram muito próximos. De outra forma, teria que passar por uma viga.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Vai Construir? Veja Como Contratar a Mão de Obra Diretamente - Parte 3
Já falamos sobre como contratar a mão de obra para a sua construção de duas formas diferentes, agora, vamos para a terceira e última, que é o contrato fechado com uma empreenteira. Eu optei por este, mas não pense que tudo são flores. É sempre uma questão de pesar os prós e os contras.
Aqui contrata-se uma construtora que vai cuidar de toda a sua obra. Você entrega um projeto e eles te dão um preço. No caso da minha obra, fechei a construção sem o acabamento, farei esta parte depois.
Existem empreenteiras que fecham o pacote inteiro, inclusive o acabamento e colocam um preço máximo no material a ser comprado. Exemplo: piso de porcelanato a 50 reais. Então, se você decidir comprar um mais caro, pagará a diferença no momento certo.
Nesse tipo de contratação você se estressa menos. O gerenciamento fica por conta da empresa e todo o fornecimento de material também é com eles. Assim você não precisa sair no meio da tarde do trabalho para comprar coisas que faltaram na obra. Também não se preocupa com equipamento nenhum que está sendo usado na construção.
Sua obra passa a ter uma expectativa de preço que varia pouco. Entretanto, como o preço é fechado, a empresa já considerou isso e colocou um valor de segurança em cima. Afinal, eles precisam pagar seus funcionários e ainda ter lucro. Você vai pagar mais caro inicialmente, mas se for uma boa empresa, pode sair mais barato no final das contas.
A conta é simples: Eles pagam o material e não você. Então, vão se preocupar muito para que tudo seja feito uma vez só e com o mínimo de desperdício. Pedreiros desperdiçam muito material, muito mais do que o normal, basta acompanhar uma obra por alguns dias e você verá. Para piorar ainda costumam fazer muitas coisas "de qualquer jeito". Se fosse você gerenciando, não conseguiria fazê-los desperdiçar menos e errar menos, então, acabaria pagando mais.
Mas não pense que é só ficar em casa. Não!!! Você precisa comparecer a obra para ver se a empresa está fazendo tudo o que te prometeu, se está usando os materiais certos, se não está usando menos material do que deveria ou a quantidade correta. É preciso pesquisar, conversar com os pedreiros e com o engenheiro e depois juntar todas as informações.
Vou dar um exemplo: na meu contrato está especificado que os pilares seriam impermeabilizados. Eu passei na obra ontem e eles estavam impermeabilizados. Mas uma empresa desonesta poderia simplesmente fazer a próxima etapa sem impermeabilizar os pilares e eu só saberia disso muitos anos depois, quando a água estivesse subindo pelas paredes.
O processo de escolha da empresa deve ser cauteloso, procure indicações, visite obras, converse com donos das casas que eles fizeram e veja se tudo correu bem. Faça contato, visite o escritório da empreenteira mais de uma vez. Espere alguns meses para fechar o contrato.
Outra coisa importante: O que está contemplado no contrato? Eu sugiro a você que coloque a seguinte cláusula no contrato:
"Tudo o que não estiver especificado no contrato como sendo responsabilidade do contrante ou da contratada, será de responsabilidade de ambas as partes e terá os custos divididos igualmente".
Porque isso? Os caras trabalham com obras, você não. Você não sabe tudo o que precisa ser feito em cada etapa. Com essa cláusula eles serão obrigados a detalhar o contrato, a dizer tudo o que está e o que não está coberto. A verdade é que você vai querer que tudo esteja sob a responsabilidade deles e eles vão querer que algumas coisas estejam sob sua responsabilidade. É o processo natural.
Exemplo: fossa séptica, construção do padrão de energia elétrica no terreno, cisterna, limpeza e planificação de terreno, mantas térmicas para telhado e coisas do tipo.
Quando se é especialista em alguma coisa, nem sempre lembra-se de passar os detalhes para os leigos. Simplesmente assume-se que aquilo é óbvio, mas na verdade, não é. Então, as vezes a empreenteira simplesmente não cita tal detalhes porque no entendimento deles seria óbvio, mas você não sabe nada de obras e acha que eles farão "tudo".
Isso acontece porque quando uma empresa especializada diz que vai entregar sua CASA pronta, o entendimento de CASA deles é um, o seu, de leigo, é outro. As vezes você acha que algo está incluído e não está. E não é porque eles querem te passar a perna. Acontece porque vocês falam linguas diferentes.
Por último, entenda que sempre existirão situações inesperadas. Seu projeto arquitetônico pode ter algum erro que só será percebido na construção, você pode querer alguma mudança na obra ou outras coisas diversas. Nessas horas, nem sempre é bom exigir tudo pelo contrato. Tenha bom senso, converse e chegue a um denominador comum. Hoje você exige algo que está no contrato, amanhã você quer mudar um detalhe na obra e mesmo não tendo custo extra para o empreenteiro, ele não vai querer fazer porque no contrato diz que deve ser como no projeto.
Na minha obra, até agora, não tive problemas com a construtora que escolhi (Casas e Obras). Tudo está fluindo bem.
Aqui contrata-se uma construtora que vai cuidar de toda a sua obra. Você entrega um projeto e eles te dão um preço. No caso da minha obra, fechei a construção sem o acabamento, farei esta parte depois.
Existem empreenteiras que fecham o pacote inteiro, inclusive o acabamento e colocam um preço máximo no material a ser comprado. Exemplo: piso de porcelanato a 50 reais. Então, se você decidir comprar um mais caro, pagará a diferença no momento certo.
Nesse tipo de contratação você se estressa menos. O gerenciamento fica por conta da empresa e todo o fornecimento de material também é com eles. Assim você não precisa sair no meio da tarde do trabalho para comprar coisas que faltaram na obra. Também não se preocupa com equipamento nenhum que está sendo usado na construção.
Sua obra passa a ter uma expectativa de preço que varia pouco. Entretanto, como o preço é fechado, a empresa já considerou isso e colocou um valor de segurança em cima. Afinal, eles precisam pagar seus funcionários e ainda ter lucro. Você vai pagar mais caro inicialmente, mas se for uma boa empresa, pode sair mais barato no final das contas.
A conta é simples: Eles pagam o material e não você. Então, vão se preocupar muito para que tudo seja feito uma vez só e com o mínimo de desperdício. Pedreiros desperdiçam muito material, muito mais do que o normal, basta acompanhar uma obra por alguns dias e você verá. Para piorar ainda costumam fazer muitas coisas "de qualquer jeito". Se fosse você gerenciando, não conseguiria fazê-los desperdiçar menos e errar menos, então, acabaria pagando mais.
Mas não pense que é só ficar em casa. Não!!! Você precisa comparecer a obra para ver se a empresa está fazendo tudo o que te prometeu, se está usando os materiais certos, se não está usando menos material do que deveria ou a quantidade correta. É preciso pesquisar, conversar com os pedreiros e com o engenheiro e depois juntar todas as informações.
Vou dar um exemplo: na meu contrato está especificado que os pilares seriam impermeabilizados. Eu passei na obra ontem e eles estavam impermeabilizados. Mas uma empresa desonesta poderia simplesmente fazer a próxima etapa sem impermeabilizar os pilares e eu só saberia disso muitos anos depois, quando a água estivesse subindo pelas paredes.
O processo de escolha da empresa deve ser cauteloso, procure indicações, visite obras, converse com donos das casas que eles fizeram e veja se tudo correu bem. Faça contato, visite o escritório da empreenteira mais de uma vez. Espere alguns meses para fechar o contrato.
Outra coisa importante: O que está contemplado no contrato? Eu sugiro a você que coloque a seguinte cláusula no contrato:
"Tudo o que não estiver especificado no contrato como sendo responsabilidade do contrante ou da contratada, será de responsabilidade de ambas as partes e terá os custos divididos igualmente".
Porque isso? Os caras trabalham com obras, você não. Você não sabe tudo o que precisa ser feito em cada etapa. Com essa cláusula eles serão obrigados a detalhar o contrato, a dizer tudo o que está e o que não está coberto. A verdade é que você vai querer que tudo esteja sob a responsabilidade deles e eles vão querer que algumas coisas estejam sob sua responsabilidade. É o processo natural.
Exemplo: fossa séptica, construção do padrão de energia elétrica no terreno, cisterna, limpeza e planificação de terreno, mantas térmicas para telhado e coisas do tipo.
Quando se é especialista em alguma coisa, nem sempre lembra-se de passar os detalhes para os leigos. Simplesmente assume-se que aquilo é óbvio, mas na verdade, não é. Então, as vezes a empreenteira simplesmente não cita tal detalhes porque no entendimento deles seria óbvio, mas você não sabe nada de obras e acha que eles farão "tudo".
Isso acontece porque quando uma empresa especializada diz que vai entregar sua CASA pronta, o entendimento de CASA deles é um, o seu, de leigo, é outro. As vezes você acha que algo está incluído e não está. E não é porque eles querem te passar a perna. Acontece porque vocês falam linguas diferentes.
Por último, entenda que sempre existirão situações inesperadas. Seu projeto arquitetônico pode ter algum erro que só será percebido na construção, você pode querer alguma mudança na obra ou outras coisas diversas. Nessas horas, nem sempre é bom exigir tudo pelo contrato. Tenha bom senso, converse e chegue a um denominador comum. Hoje você exige algo que está no contrato, amanhã você quer mudar um detalhe na obra e mesmo não tendo custo extra para o empreenteiro, ele não vai querer fazer porque no contrato diz que deve ser como no projeto.
Na minha obra, até agora, não tive problemas com a construtora que escolhi (Casas e Obras). Tudo está fluindo bem.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Vai Construir? Veja Como Contratar a Mão de Obra Diretamente - Parte 2
Em um post anterior falamos á respeito de uma contratação e gerenciamento da obra diretamente por você, dono do empreendimento.
Como podemos diminuir o risco de uma contratação direta? Contratando um engenheiro para gerenciar a sua obra. Ele vai fiscalizar e controlar os pedreiros, vai gerenciar a quantidade de material necessária e tudo mais, mas ainda é você quem arca com a mão de obra.
É importante pagar o engenheiro pelo gerenciamento total da construção e não por dia, semana ou mês. Se não, ele passa a ter interesse na demora. É obvio que ele também precisa ser bem recomendado. Existem profissionais ruins em todas as áreas. Divida o pagamento por marcos. A cada parte da obra, o engenheiro recebe, assim como a mão de obra. Deixe que ele faça o contato ruim com os peões e não você. Você faz apenas os contatos que não envolvam reclamações.
Aqui você ganha um especialista para comandar a obra. Ele sabe o que precisa ser feito. O desperdício de material vai diminuir e as chances do prazo ser mantido são maiores. Assume-se uma estimativa de preço total maior do que seria se você mesmo contratasse e gerenciasse a mão de obra diretamente, mas se o desperdício for evitado, nada tiver que ser refeito e o prazo for cumprido, pode valer a pena financeiramente e emocionalmente.
Uma possibilidade semelhante é pagar uma empreenteira para fazer esse serviço e ainda cuidar também do fornecimento de material da obra. Alguns engenheiros o fazem, mas é mais raro. Como funciona?
A empresa faz três orçamentos de material e você escolhe um deles. Eles gerenciam, compram, e mandam entregar na obra. Se não gostar dos orçamentos, você mesmo pode comprar, mas por experiência própria, digo que eles conseguem mais barato. É possível ainda fazer um pacotão fechando o preço de todo o material da obra, mas você terá que entregar um projeto arquitetônico antes. Eles pegam seu projeto, calculam tudo e você paga por etapas.
Nesse último caso você sabe com antecedência o quanto irá pagar, mas vai pagar mais caro, porque existe o risco do preço subir durante a vigência do contrato e a empresa vai colocar isso no cálculo dela. Ou eles irão pedir uma entrada de 30 a 50% do valor total.
Clique aqui para ver o próximo post sobre o assunto
Como podemos diminuir o risco de uma contratação direta? Contratando um engenheiro para gerenciar a sua obra. Ele vai fiscalizar e controlar os pedreiros, vai gerenciar a quantidade de material necessária e tudo mais, mas ainda é você quem arca com a mão de obra.
É importante pagar o engenheiro pelo gerenciamento total da construção e não por dia, semana ou mês. Se não, ele passa a ter interesse na demora. É obvio que ele também precisa ser bem recomendado. Existem profissionais ruins em todas as áreas. Divida o pagamento por marcos. A cada parte da obra, o engenheiro recebe, assim como a mão de obra. Deixe que ele faça o contato ruim com os peões e não você. Você faz apenas os contatos que não envolvam reclamações.
Aqui você ganha um especialista para comandar a obra. Ele sabe o que precisa ser feito. O desperdício de material vai diminuir e as chances do prazo ser mantido são maiores. Assume-se uma estimativa de preço total maior do que seria se você mesmo contratasse e gerenciasse a mão de obra diretamente, mas se o desperdício for evitado, nada tiver que ser refeito e o prazo for cumprido, pode valer a pena financeiramente e emocionalmente.
Uma possibilidade semelhante é pagar uma empreenteira para fazer esse serviço e ainda cuidar também do fornecimento de material da obra. Alguns engenheiros o fazem, mas é mais raro. Como funciona?
A empresa faz três orçamentos de material e você escolhe um deles. Eles gerenciam, compram, e mandam entregar na obra. Se não gostar dos orçamentos, você mesmo pode comprar, mas por experiência própria, digo que eles conseguem mais barato. É possível ainda fazer um pacotão fechando o preço de todo o material da obra, mas você terá que entregar um projeto arquitetônico antes. Eles pegam seu projeto, calculam tudo e você paga por etapas.
Nesse último caso você sabe com antecedência o quanto irá pagar, mas vai pagar mais caro, porque existe o risco do preço subir durante a vigência do contrato e a empresa vai colocar isso no cálculo dela. Ou eles irão pedir uma entrada de 30 a 50% do valor total.
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Vai Construir? Veja Como Contratar a Mão de Obra Diretamente
Uma dúvida recorrente antes de se iniciar uma obra é: como eu contrato? O que é melhor? Então decidir fazer um post falando disso. Qual a melhor forma de contratação para uma obra? A resposta é: depende das suas necessidades.Vou explicar, mas o post vai ficar muito grande, então vou dividí-lo por forma de contratação.
A forma mais comum é a contratação direta da mão de obra. Você contrata o mestre de obras e os pedreiros, compra o material e eles fazem o que você manda. Na verdade, normalmente, quem indica os pedreiros é o mestre de obra. Isso dá certo? Pode ser que sim, mas é preciso tomar vários cuidados.
Eu considero essa a pior modalidade de contratação, porque é a mais arriscada, mas é onde você pode economizar mais ou morrer do coração. Sem dúvida é a forma mais barata se você souber o que está fazendo, mas o risco é alto e pode se tornar um pesadelo.
O primeiro cuidado é: só contrate pessoas recomendadas, que já tenham feito serviço para colegas seus, ou colegas de seus colegas. Precisa ser um serviço da mesma natureza. Não coloque um pedreiro para pintar. Não contrate ninguém sem referência. Eu já fiz isso e o resultado está aqui. O cara gasta material várias vezes até fazer direito. Sem contar o stress.
O segundo cuidado é: Não pague por dia, pague por serviço. Se você pagar por dia, tudo irá demorar mais e mais. Mas para pagar por serviço você precisa entender as etapas da obra, precisa pesquisar muito sobre cada etapa. Os trabalhadores vão querer terminar o serviço para receber. Então podem não fazer todas as etapas, não colocar todos os materiais ou não fazer da forma correta. Você precisa pesquisar sobre obras, materiais e especificações. Quando você mostra o que precisa ser feito, eles percebem que será difícil te enganar.
Quando você perguntar o valor da diária e o tempo que eles vão levar para terminar o serviço, vai parecer que fica mais em conta fechar por dia, mas a experiência mostra que isso não funciona assim. Bons profissionais fecham por empreitada. Eles terminam tudo rápido e bem feito. Depois já pegam outro serviço.
Esses profissionais costumam receber por semana, então, pague-os por etapas. Estabeleça marcos da obra onde eles receberão pagamento por serviço terminado e coloque os marcos de forma que o pagamento fique mais ou menos semanal. Se os marcos não forem cumpridos, não recebem até cumprirem.
Você precisa ficar em cima da obra, visitar a construção várias vezes ao dia e se certificar que eles estão entendendo o que você disse e fazendo direito. Precisa ir nas lojas comprar material. Se você entender do assunto, pode estimar os materiais e comprar as quantidades certas. Faça cálculos de metragem. Pergunte ao vendedor o quanto aquele material rende e compre logo a quantidade certa com uma margem de erro de 10 a 15% para cima (sempre existe disperdício de material). Você só paga o frete uma vez e ganha desconto pela quantidade.
Pedreiros, principalmente os que recebem diárias, tem a péssima mania de pedir material apenas para os próximos dias e normalmente as coisas acabam no meio do dia. Se você deixar os trabalhadores parados por um dia ou dois, eles vão querer receber diárias.
Essa é a forma de contratação que as empreenteiras usam. Eles são engenheiros ou mestres de obra. Sabem quanto tempo o serviço leva, conhecem todas as etapas, sabem o preço justo da mão de obra e quanto material é preciso em cada parte. Além disso, eles compram em quantidade e conseguem descontos por comprarem para várias obras.
Se você pesquisar bastante, puder acompanhar a obra de perto e escolher bons profissionais, sua obra sairá bem mais barato, mas se fizer errado, pode gastar até o dobro, porque pagará mão de obra por mais tempo e terá que refazer muitas coisas na obra. Isso torna essa forma de contratação bem arriscada. Porque cuidar de uma obra não é tão fácil quanto se imagina.
Na minha construção eu optei por transferir os riscos e falarei sobre isso em outro post. Para ver o próximo artigo clique aqui.
A forma mais comum é a contratação direta da mão de obra. Você contrata o mestre de obras e os pedreiros, compra o material e eles fazem o que você manda. Na verdade, normalmente, quem indica os pedreiros é o mestre de obra. Isso dá certo? Pode ser que sim, mas é preciso tomar vários cuidados.
Eu considero essa a pior modalidade de contratação, porque é a mais arriscada, mas é onde você pode economizar mais ou morrer do coração. Sem dúvida é a forma mais barata se você souber o que está fazendo, mas o risco é alto e pode se tornar um pesadelo.
O primeiro cuidado é: só contrate pessoas recomendadas, que já tenham feito serviço para colegas seus, ou colegas de seus colegas. Precisa ser um serviço da mesma natureza. Não coloque um pedreiro para pintar. Não contrate ninguém sem referência. Eu já fiz isso e o resultado está aqui. O cara gasta material várias vezes até fazer direito. Sem contar o stress.
O segundo cuidado é: Não pague por dia, pague por serviço. Se você pagar por dia, tudo irá demorar mais e mais. Mas para pagar por serviço você precisa entender as etapas da obra, precisa pesquisar muito sobre cada etapa. Os trabalhadores vão querer terminar o serviço para receber. Então podem não fazer todas as etapas, não colocar todos os materiais ou não fazer da forma correta. Você precisa pesquisar sobre obras, materiais e especificações. Quando você mostra o que precisa ser feito, eles percebem que será difícil te enganar.
Quando você perguntar o valor da diária e o tempo que eles vão levar para terminar o serviço, vai parecer que fica mais em conta fechar por dia, mas a experiência mostra que isso não funciona assim. Bons profissionais fecham por empreitada. Eles terminam tudo rápido e bem feito. Depois já pegam outro serviço.
Esses profissionais costumam receber por semana, então, pague-os por etapas. Estabeleça marcos da obra onde eles receberão pagamento por serviço terminado e coloque os marcos de forma que o pagamento fique mais ou menos semanal. Se os marcos não forem cumpridos, não recebem até cumprirem.
Você precisa ficar em cima da obra, visitar a construção várias vezes ao dia e se certificar que eles estão entendendo o que você disse e fazendo direito. Precisa ir nas lojas comprar material. Se você entender do assunto, pode estimar os materiais e comprar as quantidades certas. Faça cálculos de metragem. Pergunte ao vendedor o quanto aquele material rende e compre logo a quantidade certa com uma margem de erro de 10 a 15% para cima (sempre existe disperdício de material). Você só paga o frete uma vez e ganha desconto pela quantidade.
Pedreiros, principalmente os que recebem diárias, tem a péssima mania de pedir material apenas para os próximos dias e normalmente as coisas acabam no meio do dia. Se você deixar os trabalhadores parados por um dia ou dois, eles vão querer receber diárias.
Essa é a forma de contratação que as empreenteiras usam. Eles são engenheiros ou mestres de obra. Sabem quanto tempo o serviço leva, conhecem todas as etapas, sabem o preço justo da mão de obra e quanto material é preciso em cada parte. Além disso, eles compram em quantidade e conseguem descontos por comprarem para várias obras.
Se você pesquisar bastante, puder acompanhar a obra de perto e escolher bons profissionais, sua obra sairá bem mais barato, mas se fizer errado, pode gastar até o dobro, porque pagará mão de obra por mais tempo e terá que refazer muitas coisas na obra. Isso torna essa forma de contratação bem arriscada. Porque cuidar de uma obra não é tão fácil quanto se imagina.
Na minha construção eu optei por transferir os riscos e falarei sobre isso em outro post. Para ver o próximo artigo clique aqui.
sábado, 27 de agosto de 2011
Chegou no Brasil: método rápido, econômico e resistente de construção
Pessoal,
primeiro quero reforçar que o Modo Construção é um blog unicamente de experiências pessoais, imparcial, que não tem compromisso com nenhuma empresa, marca ou produto. Estamos aqui pra trocar informações transparentes sobre tudo o que envolve a construção de uma casa.
Dito isso, quero falar pra vocês de um método construtivo que tenho pesquisado nos últimos 6 meses. Um dia, um amigo veio nos contar de uma construtora chamada Casas e Obras, que estava deixando vários clientes satisfeitos com um método construtivo inteligente, trazido da Europa, que levantava uma casa em 90 dias úteis (construção rápida). É claro que desconfiamos, quando a esmola é grande, o santo sempre desconfia.. mas a indicação veio de um amigo sem qualquer ligação com o ramo. Então, resolvemos pesquisar.
Esse método construtivo, de trazer as paredes prontas, sem ter que fabricar tudo 'in loco' já é muito usado fora do país, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos. Lá já existem técnicas muito avançadas de construção, que otimizam o tempo da obra, sem perder em qualidade. As opções são tantas, que tem construtora que já leva a casa toda pronta pro terreno.. o que eu já considero um exagero! Mas, okey, se existem tantas técnicas e alternativas lá fora, porque ninguém ainda tinha trazido esse conceito pra cá? (veja bem, tô falando de casarões, não de casas pequenas pré-moldadas.. como as casas pupolares..)
Acabamos descobrindo que muitas casas no nosso condomínio, inclusive casarões, haviam usado essa mesma construtora. E as casas estavam em um ótimo estado e aparência. Resolvemos conversar com 2 vizinhos à respeito, entramos nas casas, e gostamos muito do que vimos.
A construtora fabrica blocos inteiros de concreto em um galpão, e já trás as paredes prontas.
É preciso frisar bem que não se trata das casas pré moldadas de concreto, como as da Santa Inés, que faz muitas casas populares, por exemplo. O método é bem diferente, assim como toda a estrutura construtiva.
Enquanto as casas pré-moldadas de concreto possuem paredes de 8cm de grossura, e não fazem baldrame, esse método construtivo fabrica paredes de 15cm de grossura, com vigas de concreto em todas as placas (ou seja, ultra-resistente, com um ultra-isolante térmico), lajes, pé direito alto (2,80m) e trabalha bem a fundação. Nas duas casas que entramos, o isolamento térmico era ótimo, e os moradores relataram que a casa realmente não esquenta no verão. Maravilha!
Eles entregam a casa semi-acabada, faltando apenas o piso, pintura, etc, em 90 dias úteis. Fazem a instalação elétrica, hidráulica, e até colocam as portas e janelas, se você comprá-las durante o processo. Esse plano com eles sai em torno de 600 reais o metro quadrado - um ótimo preço por uma construção rápida, resistente, e sem tanta dor de cabeça.
Eles possuem vários planos de construção. E oferecem, inclusive, o acabamento. Mas, resolvemos fazer o acabamento por partes e com calma, após a construção.
Já fomos na construtora, vimos os materiais de perto, tiramos todas as nossas dúvidas. E, de tudo que já vimos e pesquisamos até hoje, nos pareceu, sem dúvida, a melhor opção. Levamos até alguns engenheiros nas casas construídas, e eles ficaram bem surpresos.
Quem estiver pesquisando também sobre o assunto, fica a dica.
A construtora Casas e Obras atende todo o DF.
Segue o site deles: http://www.casaseobras.com.br/
E aí, alguém aqui já construiu uma casa com eles?
primeiro quero reforçar que o Modo Construção é um blog unicamente de experiências pessoais, imparcial, que não tem compromisso com nenhuma empresa, marca ou produto. Estamos aqui pra trocar informações transparentes sobre tudo o que envolve a construção de uma casa.
Dito isso, quero falar pra vocês de um método construtivo que tenho pesquisado nos últimos 6 meses. Um dia, um amigo veio nos contar de uma construtora chamada Casas e Obras, que estava deixando vários clientes satisfeitos com um método construtivo inteligente, trazido da Europa, que levantava uma casa em 90 dias úteis (construção rápida). É claro que desconfiamos, quando a esmola é grande, o santo sempre desconfia.. mas a indicação veio de um amigo sem qualquer ligação com o ramo. Então, resolvemos pesquisar.
Esse método construtivo, de trazer as paredes prontas, sem ter que fabricar tudo 'in loco' já é muito usado fora do país, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos. Lá já existem técnicas muito avançadas de construção, que otimizam o tempo da obra, sem perder em qualidade. As opções são tantas, que tem construtora que já leva a casa toda pronta pro terreno.. o que eu já considero um exagero! Mas, okey, se existem tantas técnicas e alternativas lá fora, porque ninguém ainda tinha trazido esse conceito pra cá? (veja bem, tô falando de casarões, não de casas pequenas pré-moldadas.. como as casas pupolares..)
Casa de concreto por fora, foto retirada do site Casas e Obras
Casa de concreto por dentro, muito boa aparência.
Acabamos descobrindo que muitas casas no nosso condomínio, inclusive casarões, haviam usado essa mesma construtora. E as casas estavam em um ótimo estado e aparência. Resolvemos conversar com 2 vizinhos à respeito, entramos nas casas, e gostamos muito do que vimos.
A construtora fabrica blocos inteiros de concreto em um galpão, e já trás as paredes prontas.
Enquanto as casas pré-moldadas de concreto possuem paredes de 8cm de grossura, e não fazem baldrame, esse método construtivo fabrica paredes de 15cm de grossura, com vigas de concreto em todas as placas (ou seja, ultra-resistente, com um ultra-isolante térmico), lajes, pé direito alto (2,80m) e trabalha bem a fundação. Nas duas casas que entramos, o isolamento térmico era ótimo, e os moradores relataram que a casa realmente não esquenta no verão. Maravilha!
Eles entregam a casa semi-acabada, faltando apenas o piso, pintura, etc, em 90 dias úteis. Fazem a instalação elétrica, hidráulica, e até colocam as portas e janelas, se você comprá-las durante o processo. Esse plano com eles sai em torno de 600 reais o metro quadrado - um ótimo preço por uma construção rápida, resistente, e sem tanta dor de cabeça.
Eles possuem vários planos de construção. E oferecem, inclusive, o acabamento. Mas, resolvemos fazer o acabamento por partes e com calma, após a construção.
Já fomos na construtora, vimos os materiais de perto, tiramos todas as nossas dúvidas. E, de tudo que já vimos e pesquisamos até hoje, nos pareceu, sem dúvida, a melhor opção. Levamos até alguns engenheiros nas casas construídas, e eles ficaram bem surpresos.
Quem estiver pesquisando também sobre o assunto, fica a dica.
A construtora Casas e Obras atende todo o DF.
Segue o site deles: http://www.casaseobras.com.br/
E aí, alguém aqui já construiu uma casa com eles?
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Viga Criativa!
Atualmente estou trabalhando em um lugar muito legal.. mas não foi só o ambiente que me chamou a atenção, todo o lugar vibra inspiração, criatividade.
Uma coisa que achei genial foi a apresentação das vigas. Da forma que está, parecem peças gigantes de LEGO!
A decoração é toda branca e laranja, e a viga acompanhou essa 'vibe':
Não ficou bacana?
E, com certeza.. é uma solução barata também!
Uma coisa que achei genial foi a apresentação das vigas. Da forma que está, parecem peças gigantes de LEGO!
A decoração é toda branca e laranja, e a viga acompanhou essa 'vibe':
Não ficou bacana?
E, com certeza.. é uma solução barata também!
domingo, 3 de julho de 2011
Ramo de construção civil tem substituído profissionais por equipamentos
O investimento em inovação tem um sentido bastante peculiar no Distrito Federal. O normal é que as empresas busquem tecnologias mais avançadas como forma de reduzir custos, aumentar a produtividade e melhorar o atendimento ao consumidor final. Na capital do país, o conceito recebe uma nova função: suprir a escassez de mão de obra.
A falta de profissionais qualificados, principalmente no ramo da construção civil, impulsionou as construtoras a investir em máquinas e produtos mais modernos para os canteiros de obra. Entre os exemplos mais bem-sucedidos está a argamassa projetada. A aplicação, com uso de equipamento específico para esse fim, substitui o tradicional reboco e duplica a velocidade do processo, reduzindo ainda o número de trabalhadores necessários para a realização do serviço.
A grua, usada para elevar e movimentar cargas e materiais pesados, também é presença garantida em quase todas as obras. Usada para descarregar os caminhões, ela poupa o trabalho de oito a 10 homens, que deixam de executar outros serviços para descer com os sacos das caçambas. Com o real valorizado, importar o equipamento também ficou mais barato que dispor de tantas pessoas para a realizar a função.
Apesar de as novas tecnologias, em princípio, encarecerem a lista dos materiais necessários para erguer uma grande obra, o investimento tem compensado, segundo Dionyzio Klavdianos, presidente da Comissão de Materiais e Tecnologia do Sindicato da Indústria da Construção Civil do DF (Sinduscon). Atualmente, operários com salários elevados têm sido substituídos por produtos mais elaborados. “O mercado mudou. Antes, não tinha gente. Agora até se encontra, mas muitas pessoas não estão preparadas. Quem tem experiência custa caro”, diz.
Nesse novo momento da economia do DF, o salário médio de um mestre de obras chega a superar o de um engenheiro recém-formado. Enquanto quem sai da universidade consegue em média R$ 5 mil, paga-se de R$ 5 mil a R$ 7 mil por quem fiscaliza e supervisiona o local de trabalho. A diferença é que não há curso para formar esses profissionais, que aprendem com a experiência. Como selecionar esses especialistas virou uma tarefa árdua, deu-se início também a uma disputa entre empresas concorrentes. É comum que as contratações sejam feitas no canteiro mais próximo quando falta um trabalhador.
Um resultado positivo da inovação no setor é a redução da produção de resíduos. Para agilizar a montagem das formas de compensado, usadas como moldes para os pilares e as vigas, adotou-se a prática de comprar a estrutura pronta, feita sob medida. “Além de riscar uma etapa, o desperdício é menor. Lembrando que a madeira é uma das principais sobras de uma construção”, afirma Klavdianos.
Desafio
O que a pressa, a competição e a tecnologia não garantiram até o momento é mais empenho dos empresários em formar os trabalhadores. “Não há tempo para isso. É impossível liberá-los durante o expediente e, no fim de semana, eles não querem fazer treinamento”, diz o engenheiro civil Nielsen Alves. Com isso, contratar quem saiba lidar com os novos produtos também se torna um desafio. “Hoje, quatro empresas no DF oferecem serviço terceirizado para aplicar a argamassa com a máquina própria e a demanda que elas recebem é intensa”, diz.
Outro gargalo é a escassez de cursos profissionalizantes e técnicos. “Aparece um ou outro, mas o que forma é o dia a dia”, completa Nielsen. De olho na oportunidade de entregar produtos ainda mais específicos para atender a nova realidade, algumas companhias passaram a desenvolver peças de manuseio ainda mais simples.
A gerente comercial da Precon, fábrica de equipamentos para construção com sede em Belo Horizonte, Stefane Vitorino, conta que um dos produtos de maior saída é uma placa de PVC que substitui a telha de cerâmica. “Lançamos em janeiro e a aceitação está ótima. No lugar de diversas peças pesadas, temos uma placa leve e mais resistente”, garante. As peças do material precisam apenas ser encaixadas. Como dispensam o trabalho especializado, o material entrou para as inovações que atendem o novo mercado.
Fonte: Correio Braziliense
Link: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2011/07/03/interna_cidadesdf,259479/ramo-de-construcao-civil-tem-substituido-profissionais-por-equipamentos.shtml
A falta de profissionais qualificados, principalmente no ramo da construção civil, impulsionou as construtoras a investir em máquinas e produtos mais modernos para os canteiros de obra. Entre os exemplos mais bem-sucedidos está a argamassa projetada. A aplicação, com uso de equipamento específico para esse fim, substitui o tradicional reboco e duplica a velocidade do processo, reduzindo ainda o número de trabalhadores necessários para a realização do serviço.
A grua, usada para elevar e movimentar cargas e materiais pesados, também é presença garantida em quase todas as obras. Usada para descarregar os caminhões, ela poupa o trabalho de oito a 10 homens, que deixam de executar outros serviços para descer com os sacos das caçambas. Com o real valorizado, importar o equipamento também ficou mais barato que dispor de tantas pessoas para a realizar a função.
Apesar de as novas tecnologias, em princípio, encarecerem a lista dos materiais necessários para erguer uma grande obra, o investimento tem compensado, segundo Dionyzio Klavdianos, presidente da Comissão de Materiais e Tecnologia do Sindicato da Indústria da Construção Civil do DF (Sinduscon). Atualmente, operários com salários elevados têm sido substituídos por produtos mais elaborados. “O mercado mudou. Antes, não tinha gente. Agora até se encontra, mas muitas pessoas não estão preparadas. Quem tem experiência custa caro”, diz.
Nesse novo momento da economia do DF, o salário médio de um mestre de obras chega a superar o de um engenheiro recém-formado. Enquanto quem sai da universidade consegue em média R$ 5 mil, paga-se de R$ 5 mil a R$ 7 mil por quem fiscaliza e supervisiona o local de trabalho. A diferença é que não há curso para formar esses profissionais, que aprendem com a experiência. Como selecionar esses especialistas virou uma tarefa árdua, deu-se início também a uma disputa entre empresas concorrentes. É comum que as contratações sejam feitas no canteiro mais próximo quando falta um trabalhador.
Um resultado positivo da inovação no setor é a redução da produção de resíduos. Para agilizar a montagem das formas de compensado, usadas como moldes para os pilares e as vigas, adotou-se a prática de comprar a estrutura pronta, feita sob medida. “Além de riscar uma etapa, o desperdício é menor. Lembrando que a madeira é uma das principais sobras de uma construção”, afirma Klavdianos.
Desafio
O que a pressa, a competição e a tecnologia não garantiram até o momento é mais empenho dos empresários em formar os trabalhadores. “Não há tempo para isso. É impossível liberá-los durante o expediente e, no fim de semana, eles não querem fazer treinamento”, diz o engenheiro civil Nielsen Alves. Com isso, contratar quem saiba lidar com os novos produtos também se torna um desafio. “Hoje, quatro empresas no DF oferecem serviço terceirizado para aplicar a argamassa com a máquina própria e a demanda que elas recebem é intensa”, diz.
Outro gargalo é a escassez de cursos profissionalizantes e técnicos. “Aparece um ou outro, mas o que forma é o dia a dia”, completa Nielsen. De olho na oportunidade de entregar produtos ainda mais específicos para atender a nova realidade, algumas companhias passaram a desenvolver peças de manuseio ainda mais simples.
A gerente comercial da Precon, fábrica de equipamentos para construção com sede em Belo Horizonte, Stefane Vitorino, conta que um dos produtos de maior saída é uma placa de PVC que substitui a telha de cerâmica. “Lançamos em janeiro e a aceitação está ótima. No lugar de diversas peças pesadas, temos uma placa leve e mais resistente”, garante. As peças do material precisam apenas ser encaixadas. Como dispensam o trabalho especializado, o material entrou para as inovações que atendem o novo mercado.
Fonte: Correio Braziliense
Link: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2011/07/03/interna_cidadesdf,259479/ramo-de-construcao-civil-tem-substituido-profissionais-por-equipamentos.shtml
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Aprendendo tudo sobre reforma e construção!
Não é raro encontrarmos serviços de péssima qualidade quanto o assunto é reforma ou construção. E é tão frustrante gastar tanto com algo ruim que muitas vezes queremos fazer nós mesmos. Mas, da onde vem esse conhecimento? Já me peguei lendo páginas e páginas na internet atrás de informações sobre reboco, troca de pisos, preparo de parede pra pintura, porta, manual de pedreiro.. e não é fácil. Muita informação picada e resumida. Até curso de pedreiro online eu já fiz e ainda não ficou tudo claro na minha cabeça. Ficam muitas dúvidas, e você pensa que tem que botar logo a mão na massa pra aprender na base do erro. Até que, por acaso, encontrei o Clube da Reforma, no Youtube.
Eles disponibilizaram todos os episódeos do programa Mãos à Obra, que explica o passo-a-passo da construção, desde a fundação - TU-DO que eu queria!
Como a informação é em sequência, eles explicam tudo de forma lógica e didática. Acabei aprendendo o suficiente para reformar e até para construir com consciência, conhecendo coisas as quais não tinha nem idéia...
Por exemplo, eles comentam a questão de uma parede de tijolos aparente ser mais cara: o que não tem o menor sentido! As construtoras e mestres de obra cobram mais caros porque a parede tem que estar em alinhamento perfeito. Mas a verdade é que TODA parede, aparente ou não, tem que estar em alinhamento perfeito.. e eu nunca ia chegar a essa informação sozinha, off course. Por isso, se é pra botar a mão na massa ou não, é importante ter o conhecimento!
O endereço do canal é: http://www.youtube.com/user/clubedareforma1#g/a - e o programa tem cerca de 30 episódeos (pelo menos até o momento)
Vale a pena conferir, fica a dica!
Eles disponibilizaram todos os episódeos do programa Mãos à Obra, que explica o passo-a-passo da construção, desde a fundação - TU-DO que eu queria!
Como a informação é em sequência, eles explicam tudo de forma lógica e didática. Acabei aprendendo o suficiente para reformar e até para construir com consciência, conhecendo coisas as quais não tinha nem idéia...
Por exemplo, eles comentam a questão de uma parede de tijolos aparente ser mais cara: o que não tem o menor sentido! As construtoras e mestres de obra cobram mais caros porque a parede tem que estar em alinhamento perfeito. Mas a verdade é que TODA parede, aparente ou não, tem que estar em alinhamento perfeito.. e eu nunca ia chegar a essa informação sozinha, off course. Por isso, se é pra botar a mão na massa ou não, é importante ter o conhecimento!
O endereço do canal é: http://www.youtube.com/user/clubedareforma1#g/a - e o programa tem cerca de 30 episódeos (pelo menos até o momento)
Vale a pena conferir, fica a dica!
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